terça-feira, 8 de junho de 2010

Hotel Cachorro.




Chegando em Cuiabá, procurei ali mesmo um lugar onde eu poderia pousar, dormir.

No outro dia conheci as sombras da praça da republica que aliviam o Calor de 40 graus, que tem um estatua da Justiça que é a cara da Vera Fischer.


Nessa praça havia um raizeiro, velho barrigudo, levava todos os dias seu cachorro e suas duas companheiras galináceas, seu prazer era embebedar os habitantes das ruas. Quando se deitavam na praça sonolentos tomados pela cachaça ele construía uma engenhoca usando uma folha de arvore, e uma sacola com gelo dentro, a umidade cuidava do resto no calor de 40 graus que criava uma armadilha de pingos gelados; Assistia ao espetáculo dos pingos gelados caindo na cara dos embebedados.

Eu já desfrutara antes desse estabelecimento, só nunca usara esse termo “Hotel Cachorro” chega abre a bolsa na praça e tira os cobertores pra fora da mochila e tira um penoso sono de rua, muitas vezes o Hotel Cachorro disponibilizava de um fogão improvisado feito de pedras e latinhas cortadas, de combustível? Álcool de posto, algumas vezes torneira com água. _Água é sempre bom né? Já teve vezes de ter telefone e luz, no caso o telefone era um orelhão.

Hotel Cachorro como dizia o Carlão, não faz distinção de pessoas, basta ter disposição para deita num seco papelão, e a abrir os olhos a qualquer barulho, sinal de ameaça, na rua é preciso estar apto a reagir a provocação.