Desbanalizando o Sub mundo da rua!
“Em 13 anos, o número de moradores de rua quadruplicou na capital. São 1203 adultos perambulando pela cidade, conforme pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 29 de maio, pela Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc). O último levantamento, realizado em 1995, apontava aproximadamente 300 pessoas nessa situação.”
Para testificar a informação de que esse assunto relacionado a moradores de rua já se banalizou recolhi um texto em uma comunidade do orkut :
Mendigo é um saco... Parei de dar satisfação
ontem fui numa pastelaria com meu pai, no caminho a gente para num sinal e vem aquele monte de mendigo pedir esmola, em cada sinal tem pelo menos 1, até chegar na pastelaria (q não era longe), pediram esmola 3 vezes pra gente, e é sempre aquele mendigo chato, insistente, que fica te olhando com aquela cara “não vai dar não...?”
dai tudo bem, chegamos (sem moedinhas já) e sentamos na mesa... Não dá 3 minutos passa outro pedindo, e o cara era muito chato, ficou uns 5 min na mesa insistindo e falou “tenha dó, to com fome”, já tinha falado q ão tinha trocado e tal, o cara continuava... falei “dó eu tenho, só não tenho trocado, se vc não acredita problema seu”
nossa que sensação boa *-* puta que pariu! O problema eh q qnt mais esmola a gente dá, mais mendigo aparece, e é mendigo pq é vagabundo mesmo, cheio de trabalho ai, que raiva ¬¬”
Moradores de rua;
o simples fato de vermos um cidadão jogado ali não nos comove, quase sempre não nos faz tomar uma atitude que vá mudar essa realidade, ou se quer pensamos nos mesmos. Com essa conclusão chego a um consenso de que essa questão se tornou banal a nossos olhos presos em nossa própria rotina.
Apartir de um requisito pedido pelo professor de Problemas Antropologicos e FIlosoficos, tomo como base experiências próprias que vivenciei numa viagem que fiz de mochila pelo Brasil:
“Evite constrangimentos e também transtornos, realizando o trabalho (exercício) a partir de seus conhecimentos sobre o exemplo escolhido.”
Quem são esses moradores de rua?
Por qual motivo os mesmos estão nessa situação?
Com essas indagações inicio meu trabalho (exercício)...
O corre-corre do dia, trabalhadores que cruzam longas filas, e aglomeram pequenas repartições, ofuscam esse cenário extremamente urbano que nasceu com o crescimento exorbitado dos centros urbanos..
Doentes mentais, Viciados em drogas, expulsos de casa ou simplesmente um sem teto, se vê uma grande diferença entre aqueles que nasceram na rua ou que tiveram um contato desde cedo com este cenário, e aqueles que conhecem uma vida num lar, os auto intitulados malucos de Br que são os herdeiros do ranço hippie, em sua maioria pessoas que escolhem por vontade própria não só morar na rua num lugar fixo mas opilam por uma vida nômade urbana pulando de cidade em cidade, inclusive há uma ridicularizarão por parte dos mesmos a esses que escolhem um lugar só pela comodidade são chamados de pardais.
A droga nesse cenário é muito encarada como uma fuga para o sofrimento que é residir na rua, o cidadão acorda com a mão tremula o organismo já acostumado com o álcool pede mais, aqueles geralmente os mais novos cheiram cola e tinner, solventes em geral, o crack dizima esses da rua, ouso dizer que uma pequena parcela desses que estão na rua fumam maconha, sendo assim elevando esta tal droga a um patamar cultural de maior poder aquisitivo.
Em geral numa linguagem bem popular, para sobreviver na rua é necessário ter um ”corre” um meio de conseguir as coisas, seja comida etc...Alguns pedem usando de sua lábia chorando seu deplorável estado, outros preferem o comercio seja eles de balas, artesanato e até drogas,
Em sua maioria já se acomodaram com a situação, que mesmo tendo um teto ou um local onde possa se reintegrar na sociedade, não conseguem porque aquilo já faz parte da vida delas, da cultura delas da forma em que elas enxergam a vida.
Então simplesmente pedir virou o oficio principal desse morador de rua o ato de pedir é popularmente chamado de ” Manguear ou Chulhar”
_ É fácil apontar para aquele cidadão e dizer que é falta de trabalho, alguns querem, outros não tem condição de trabalhar, outros já desistiram de trabalhar e adotaram o pedir como oficio, e tem aqueles que trabalham e pedem, é fácil demais afirmar que estão nessa situação por escolha, a sociedade oprimiu a tal ponto suas diferenças sociais mais extremas que acabou criando uma comunidade daqueles que vivem na rua.
” Em 13 anos, o número de moradores de rua quadruplicou na capital. São 1203 adultos perambulando pela cidade,”
Pois digo que essa afirmação não se aplica a aqueles que dividem a rua com o lar, que até tem uma casa, seja dos pais ou de alguma forma, mas que o cenário urbano acaba sendo mais atrativo por algum motivo do que o seu tedioso lar, alguns de classe media na maioria jovens com problemas em casa, homossexuais, drogas, alcoolismo no lar, vem a rua e seus personagens como um ponto de fuga para os problemas caseiros.
Conclusão
É Banal pensar num morador de rua fruto da simples exclusão social e falta de recursos, isso não é geral, a outros fatores que influenciam essas pessoas a continuarem com esse estilo de vida, hoje há uma serie de albergues e programas sociais que ajudam a reintegração desses cidadãos à sociedade, não em larga escala como deveria ser, a banalização desse problema é tanta que é visto às vezes até com um sentimento de pena, característica de um fator imutável sem solução, os moradores de rua até aproveitam dessa “pena” como subterfúgio para jogo de lábia na hora de pedir alguma coisa.