Entro na encolha, escolho o meu lugar, verifico se não há a placa indicativa, sento no banco e começo a sonhar. Dou fuga do peso que me procura, problemas de mil quilos, dissolvo esses dilemas, pensamentos sob trilhos.
Diversidade que me cerca, gente gorda, estudante, velha, esbelta, as vezes se espremem dentro da lata que os leva.
De um ponto ao outro, norte ao sul, os trilhos dividem as cidades, que passam pela minha vida sem muita notoriedade.
Lembro de contos marcados que outrora andei lendo por aqui, não tenho nenhuma base literária como aqueles autores, mas não vou desmerecê-los, os meus contos que cantam minhas dores.
O balançar da caneta traduz a velocidade que o maquinista quer aplicar, infelizmente hoje a caneta vai lenta, mas ela pelo menos ainda escreve. E a resistência!
Os minutos se arrastam no relógio, o cartão ponto não pode esperar, corram pois se não vão se atrasar, mais um dia de chamada escolar.
E bem peculiar o visual do vagão, que se alterna entre trabalhadores de usina ä habituais freqüentadores de praças.
Mas todos, usam esse meio de transporte para encurtar a distancia
Sonho à Coração

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